quinta-feira, 20 de abril de 2017

Trifolium stellatum L. (Leguminosae)

Fotografámos hoje em Coimbra (29TNE4950, alt. ca. 100 m) um exemplar de Trifolium stellatum L. (Leguminosae = Fabaceae), uma bela leguminosa anual de distribuição predominantemente mediterrânica (http://euromed.luomus.fi/euromed_map.php?taxon=537878&size=medium), bastante comum em Portugal continental, sobretudo no Centro e Sul, mas sempre nas regiões de vegetação mediterrânica (http://flora-on.pt/#/1Trifolium+stellatum). Na frutificação, os dentes do cálice apresentam uma disposição em estrela, que pensamos terá dado origem ao nome desta espécie.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Centunculus minimus L. (Primulaceae) e outras plantas anuais



Hoje trazemos aqui uma planta pouco comum e pouco observada em Portugal (http://flora-on.pt/#/1Centunculus+minimus): o pequeno morrião anual Centunculus minimus L. = Anagallis minima (L.) E.H.L. Krause (Primulaceae), que encontrámos no CW calc.: BL: Condeixa-a-Nova: Conímbriga, 29TNE4438, 9.IV.2017.
Também é possível observar outras plantas anuais interessantes de flor amarela como Cicendia filiformis (L.) Delarbre = Gentiana filiformis L. (Gentianaceae), Trifolium campestre Schreb. (Leguminosae = Fabaceae), e Sagina apetala Ard. (Caryophyllaceae), de flores amareladas-esverdeadas.
Centunculus minimus e Cicendia filiformis são duas plantas características da classe de vegetação Isoeto-Nanojuncetea, que inclui vegetação pioneira anual anã efémera de locais temporariamente inundados - na estação das chuvas, secando depois na estação seca (RIVAS-MARTÍNEZ, S., T.E. DÍAZ, F. FERNÁNDEZ-GONZÁLEZ, J. IZCO, J. LOIDI, M. LOUSÃ & A. PENAS. 2002. Vascular plant communities of Spain and Portugal. Addenda to the syntaxonomical checklist of 2001. Part II. Itinera Geobotanica 15 (2): 433-922).

No mesmo local encontrámos também outras plantas típicas da mesma classe Isoeto-Nanojuncetea, como: Chaetopogon fasciculatus (Link) Hayek (Gramineae = Poaceae), Hypericum humifusum L. (Hypericaceae), Juncus bufonius L. e Juncus capitatus Weigel (Juncaceae) e Radiola linoides Roth (Linaceae). Esperamos aqui voltar a postar em breve sobre esta vegetação tão característica.

Agradecemos a companhia e o transporte nestas excursões aos excelentes amigos J. Marques, M.G. Pereira e M.J. Pereira.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Trifolium campestre Schreber (Leguminosae)

Trifolium campestre Schreber (Leguminosae), uma planta campestre de vasta distribuição eurasiática, norte-africana e macaronésica (http://euromed.luomus.fi/euromed_map.php?taxon=537818&size=medium), fotografada em Coimbra, em 11.IV.2017.

domingo, 9 de abril de 2017

Asplenium Billotii F.W. Schultz (Aspleniaceae)


Pensamos que ainda aqui não tinha sido postado este feto: Asplenium Billotii F.W. Schultz (Aspleniaceae), que fotografámos hoje na BL: Lousã: Talasnal, 29TNE6538, alt. ca. 530 m.
Trata-se de um endemismo euro-mediterrânico e macaronésico, bastante comum em Portugal continental, que se pode encontrar sobretudo em fendas de rochas siliciosas, particularmente no Norte e Centro de Lu (http://flora-on.pt/#/1Asplenium+billotii).

terça-feira, 7 de março de 2017

Eryngium dilatatum Lamarck (Umbelliferae = Apiaceae) e Brachypodium phoenicoides (L.) Roemer & Schultes (Gramineae = Poaceae)

Vamos hoje postar aqui uma bela umbelífera que fotografámos em floração no Verão passado (13.VII.2016), em pleno CW. calc., perto do castelo de Germanelo, 29TNE4831, alt. ca. 300 m, pr. Rabaçal (BL: conc. de Penela): Eryngium dilatatum Lamarck (Umbelliferae = Apiaceae), um endemismo ibero-marroquino (http://ww2.bgbm.org/EuroPlusMed/PTaxonDetail.asp?NameCache=Eryngium%20dilatatum&PTRefFk=7500000; http://euromed.luomus.fi/euromed_map.php?taxon=344136&size=medium), bastante comum no Centro-Oeste calcário e na metade ocidental do Sul de Portugal (http://flora-on.pt/#/1Eryngium+dilatatum). A gramínea Brachypodium phoenicoides (L.) Roemer & Schultes (Gramineae = Poaceae), muito comum nos locais calcários e não só do Centro e Sul de Portugal (http://flora-on.pt/#/1Brachypodium+phoenicoides, também está bem visível nesta foto, em posição perpendicular à das inflorescências do Eryngium dilatatum.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Teesdalia nudicaulis (L.) W.T. Aiton (Brassicaceae)


Há muito tempo que não era aqui postada uma crucífera, por isso aqui fica a tâo comum e pequena Teesdalia nudicaulis (L.) W.T.Aiton, Hort. Kew., ed. 2 [W.T. Aiton] 2: 83. 1812 [Dec 1812] = Iberis nudicaulis L. Sp. Pl. 2: 650. 1753 [1 May 1753] (http://www.ipni.org/ipni/idPlantNameSearch.do?id=1059969-2) (Brassicaceae = Cruciferae), um endemismo de floração precoce, que parece ser exclusivamente europeu. madeirense e marroquino (http://ww2.bgbm.org/EuroPlusMed/PTaxonDetail.asp?NameCache=Teesdalia%20nudicaulis&PTRefFk=7200000; http://euromed.luomus.fi/euromed_map.php?taxon=292808&size=medium)

Esta curiosa planta foi fotografada hoje, 26.II.2017, em Aigra Nova (BL: Góis), 29TNE7241, alt. ca. 600 m, em local xistoso.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

As outras batatas

Solanum chacoense Bitter, jardim botânico do Porto. Fotografia tirada durante o trabalho de campo do projecto Urban Green Structure: Study of the relation between public space morphology and flora and fauna diversity in the city of Porto. (PTDC/AUR-URB/104044/2008). Há uns anos andei ocupado a tentar identificar um Solanum invasor produtor de tubérculos no jardim botânico do Porto. Como o número de espécies do género produtoras de “batatas” é muito grande, deu-me uma grande ajuda consultar o Solanum Project, uma iniciativa do jardim botânico de Nova Iorque (aqui). Quando recebi a visita do grande botânico belga Filip Verloove, falei-lhe nesta “batata” potencialmente invasora e ele perguntou-me se poderia tentar adivinhar qual era a espécie. Com grande surpresa minha, adivinhou logo à primeira e contou-me depois que esta espécie já é invasora noutros locais, designadamente na América do Norte, América Central, em alguns países da Europa, Ásia, Austrália, e Nova Zelândia (aqui). Será que este potencial invasor tem potencial para ser usado na alimentação humana? Não seria o primeiro caso, já há muitas espécies comestíveis com comportamento invasor no nosso país.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Galium Belizianum Ortega Oliv., Devesa & Rodr. Riaño (Rubiaceae)





Ainda aqui não tinha sido postada esta belíssima espécie:
Galium Belizianum Ortega Oliv., Devesa & Rodr. Riaño, Bot. Helv. 114(1): 2 (1-6; fig.). 2004 [June 2004], que se encontra em Portugal (Southwestern Europe, Europe) e foi originalmente colectada por A.Ortega-Olivencia & T.Rodríguez Riaño, no “Miño: Serra do Gerês, carretera de Caldas do Gerês a Portela do Homen”, em 2002-7-10 (holotype UNEX 30821)
Este endemismo ibérico de distribuição bastante restrita parece-nos inteiramente apropriado para abrir o ano de 2017, que se espera seja um bom ano para todos os participantes e leitores deste blog!

As fotos estivais aqui publicadas foram obtidas nas serras da Freita (concelho de Arouca, a 1.ª foto, de 3.VII.2008) e de Montemuro (Serra das Meadas, conc. de Lamego, as 3 fotos seguintes, de 29.VI.2006), em locais rochosos de natureza granítica ou quartzítica (no caso da serra da Freita), a altitudes superiores a 1000 m, onde se pode encontrar em arrelvados perenes, por entre os blocos de rocha.

O nome Belizianum constitui uma muito justa homenagem ao grande botânico e engenheiro agrónomo alentejano (nascido em Lisboa) José Vicente Cordeiro Malato Beliz (1920-1993). que durante tantos anos trabalhou em Elvas, na Estação Nacional de Melhoramento de Plantas, onde criou e desenvolveu um excelente herbário (ELVE). Eminente fitossociólogo e fitotaxonomista, foi também professor na Universidade de Évora, assim como deputado à Assembleia Nacional (1969-1974), entre muitas outras coisas, tendo deixado uma obra científica muito vasta e de grande qualidade, assim como ilustres discípulos.